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El feminismo no está muerto, de ninguna manera.

Certa vez, quando minha filha Paula tinha seus vinte anos, ela me disse que o feminismo estava fora de moda, que eu deveria deixa-lo para lá. Nós temos uma luta memorável. O feminismo é uma coisa do passado? Sim, para mulheres privilegiadas como a minha filha e todas nós que vivemos aqui, mas não para a maioria de nossas irmãs no resto do mundo, que ainda são vendidas para casamentos precoces, prostituição ou trabalho forçado, são forçadas a ter filhos que não querem ou não podem alimentá-los, elas não têm controle sobre seus corpos ou suas vidas, elas não têm educação ou liberdade, elas são estupradas, espancadas e às vezes mortas com impunidade.

Para a maioria das jovens ocidentais hoje, ser chamada de feminista é um insulto. O feminismo nunca foi sexy, mas garanto que nunca me impediu de flertar e raramente sofri por falta de homens. O feminismo não está morto de maneira alguma. Evoluiu. Se você não gosta do termo, mude-o, pelo amor da Deusa! Chame-o de Afrodite, Vênus ou tolo, ou o que você quiser. O nome não importa, desde que saibamos o que isso significa e apoiemos a causa.

Isabel Allende, Cuentos de Pasión, TED Talks (2007).

El feminismo no está muerto, de ninguna manera. Ha evolucionado. ¡Si no le gusta el término, cámbienlo, por el amor de la Diosa! Llámenlo Afrodita o Venus o Bimbo, o cómo quieran. El nombre no importa, siempre que sepamos lo que significa y apoyemos la causa.

Quem quiser assistir o vídeo completo do discurso da Isabel para o TED Talks, recomendo muito!

 

Conhecendo um pouco mais de Isabel

Isabel Allende Llona é uma escritora chilena/norte-americana. Seu livro mais conhecido é A Casa dos Espíritos (1982) (La casa de los espíritus), que ganhou reconhecimento de público e crítica. A obra resultou num filme A Casa dos Espíritos (1993) e grande parte das filmagens ocorreu em Lisboa e no Alentejo, em Portugal. Em 1995 lançou o livro Paula, que escreveu para a sua filha que estava em coma devido a um ataque de porfiria. Como a autora não sabia se a sua memória voltaria após a saída do coma, Isabel Allende resolveu contar a sua história para auxiliar a filha a lembrar dos fatos. Paula passou a ser então um retrato autobiográfico.

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