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Flores ainda são permitidas.

Uma cama. De solteiro, colchão de dureza média, coberto por uma colcha aveludada branca. Nada acontece na cama senão o sono; ou a falta de sono. Tento não pensar demais. Como outras coisas agora, os pensamentos têm que ser racionados. Há muita coisa em que não é produtivo pensar. Pensar pode prejudicar suas chances, e eu pretendo durar. Sei por que não há nenhum vidro, na frente do quadro de íris azuis, e por que a janela só se abre parcialmente e por que o vidro nela é inquebrável. Não é de fugas que eles têm medo. Não iríamos muito longe. São daquelas outras fugas, aquelas que você pode abrir em si mesma, se tiver um instrumento cortante.

Muito bem. Exceto por esses detalhes, isso poderia ser um quarto de hóspedes de uma faculdade, para os visitantes menos importantes; ou um quarto de pensão, de tempos antigos, para senhoras em reduzidas condições de vida. Isso é o que somos agora. As condições de vida foram reduzidas; para aquelas dentre nós que ainda têm condições de vida.

 

Disponível na Livraria Feminista: https://goo.gl/ZgX4uy

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